top of page

Iniciação científica abre portas para jovens pesquisadores na Fundação Joaquim Nabuco

  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Programa incentiva a participação dos estudantes no desenvolvimento de pesquisas

Estudante apresentando relatório parcial da pesquisa. Imagem: Karla Delgado



Por: Isabelle Annes


A pesquisa científica começa, muitas vezes, ainda durante a graduação. Por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) da Fundaj, jovens de diferentes áreas têm a oportunidade de participar de projetos de pesquisa orientados por pesquisadores da instituição, desenvolvendo investigações sobre temas sociais, educacionais e culturais.


Mantido por recursos próprios e bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do estado de Pernambuco (Facepe), o PIBIC busca estimular a formação desses jovens através do desenvolvimento de habilidades fundamentais, como pensamento crítico, capacidade de investigação e raciocínio científico. 


Ao ingressar, os estudantes passam a produzir pesquisas que envolvem etapas importantes do método científico, como revisão bibliográfica, coleta de dados, análise de informações e produção de relatórios acadêmicos. Durante esse processo, eles também aprendem a apresentar resultados em seminários e eventos científicos.


Nos dias 25 e 26 de março, no campus Anísio Teixeira da Fundação Joaquim Nabuco, esses jovens pesquisadores tiveram a oportunidade de apresentar os relatórios parciais dos seus projetos de pesquisa. Muitos dos projetos desenvolvidos pelos bolsistas investigam temas ligados ao cotidiano, como educação, saúde, memória, desigualdades sociais e políticas públicas.



Apresentação dos relatórios parciais do PIBIC/FUNDAJ. Imagem: Karla Delgado



Um dos casos é o de Maysa Carolina, bolsista da Fundação, com o tema “Mortalidade de mulheres grávidas e puérperas por causas externas durante a pandemia pela covid-19”, orientado pela pesquisadora Cristine Bonfim. De acordo com ela, o objetivo da pesquisa é estimar os óbitos dessas mulheres e entender o contexto em que elas estavam inseridas. “Eu estou adorando fazer a pesquisa, é um tema muito muito sensível e importante. A violência contra as mulheres é muito prevalente no Brasil e no mundo e, estudar sobre isso, é muito importante, está sendo muito enriquecedor para mim.”, afirma.


Esse tipo de pesquisa ajuda a produzir conhecimento que pode orientar debates e contribuir para a formulação de soluções para problemas sociais. “Acho que o primeiro ponto é a curiosidade científica. Questionar por que as coisas são assim, por que a sociedade é assim, no caso da Fundação Joaquim Nabuco, questionar a sua própria posição e o seu papel social”, relata Viviane Toraci,  pesquisadora da Fundação que orienta bolsistas no programa. 


Em entrevista à Coletiva, Viviane reafirma o poder da ciência como uma maneira potente de disseminar conhecimento e dos estudantes acessarem o mundo. “A gente precisou reforçar bastante, junto aos jovens, esse interesse em conhecer e manter a curiosidade, que pode ser científica, e valorizar o ensino superior. Então, seguir esse caminho da universidade como um espaço de conhecimento, um espaço de pesquisa, para desenvolver as potencialidades dos jovens.”, conclui.


Além de estimular o interesse pela ciência, o programa funciona como uma porta de entrada para a carreira acadêmica. Muitos estudantes que participam seguem posteriormente para cursos de mestrado e doutorado, dando continuidade às investigações iniciadas na graduação.


“Eu acredito que a iniciação científica veio para, já no nono período, me colocar ali na possibilidade de estar ingressando no mestrado, de pensar na possibilidade de seguir em carreira em pesquisa, que também é uma possibilidade na área da psicologia.”, diz Thaís Bispo, estudante de psicologia da UFPE e participante do Pibic/Fundaj.


Ao investir no programa, a Fundação Joaquim Nabuco contribui para fortalecer a produção científica no país e ampliar o acesso ao conhecimento. Afinal, incentivar a curiosidade e a investigação desde cedo é um passo essencial para construir uma sociedade mais crítica, informada e inovadora. 


“O conhecimento é uma coisa que você compartilha com o próximo, você não vai produzir o conhecimento para si mesmo. Eu enxergo como se eu tivesse deixando um pouquinho de mim nesse projeto e apresentar próxima pessoa vai deixar um pouquinho dela. Esse pouquinho de mim, mais um pouquinho da outra pessoa, vai fazer com que alguém veja e aquilo vai dar um sentido à vida dela. Responder perguntas é algo que um cientista faz”, conclui a bolsista Carla Vitória.


Para conhecer mais sobre os temas das pesquisas produzidas pelos estudantes, confira na íntegra os relatos dados por eles à Coletiva. Incentivar a pesquisa é essencial para pensar o futuro.





 
 
 

Comentários


APOIO
LABJOR/UNICAMP
REALIZAÇÃO
bottom of page