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Jurema, uma religião afro-indígena

Reportagem: Maria Carolina Santos

Entrevistas: Maria Carolina Santos e Marcela de Aquino

Revisão: Mylena de Paula 

Edição: Cristiano Borba

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No térreo de uma ampla casa no bairro da Estância, na Zona Oeste do Recife, objetos sagrados se encontram por toda parte. Na mesa comprida no centro da sala, em prateleiras, nas paredes. O destaque são duas grandes imagens, quase do tamanho de uma pessoa, em um grande altar. Uma é a representação de uma Pombagira. A outra é a do mestre José dos Montes, ancestralidade divinizada que guia o Centro Espírita Caboclo Coraci.

 

Estamos em um terreiro de jurema, religião que nasceu e floresceu no Nordeste brasileiro.

 

O culto da jurema se estende do Ceará até Alagoas, passando pela Paraíba, onde está sua origem mítica, pelo Rio Grande do Norte e Pernambuco. Realizada há 10 anos, a pesquisa Mapeando o Axé ainda é o mais completo retrato das religiões afro-indígenas na Região Metropolitana do Recife. Naquela época, foram identificados 1.261 terreiros, e mais de 200 deles praticavam a jurema.

 

O terreiro na Estância, que a Coletiva visitou em março, também tem cultos do candomblé. Mas eles ocorrem em dias e em espaços separados, como conta Darlon Gabriel, que herdou o terreiro do pai, Edilson, falecido na pandemia da covid-19. A tradição da jurema na família de Darlon remonta à bisavó dele, mestra Paulina. “Ela foi feita em Alhandra, na Paraíba”, diz, orgulhoso, sobre a iniciação da ancestral na cidade paraibana que é considerada um dos berços da religião.

 

Ao lado do grande salão, há uma pequena sala, com porta. Lá são realizados os rituais mais reservados, restritos aos iniciados. Dentro dela, as prateleiras estão repletas de imagens que transbordam a religiosidade nordestina: na frente de um Exu mirim há uma imagem de Jesus; do lado dos santos gêmeos Cosme e Damião, do catolicismo, há um caboclo. Há também um padre Cícero, um frei Damião, um Zé Pilintra. Quando há rituais da jurema, porém, o protagonismo é somente dos caboclos e caboclas, mestres e mestras, Exus e Pombagiras.

Terreiros mais estruturados, como o de Darlon, não são a regra dentro da jurema. “As pessoas têm uma mesa de jurema em casa que elas já herdaram de seus ascendentes e que elas dão continuidade. Isso não toma tanto uma forma de terreiro, mas sim de um culto familiar mesmo. Isso é um traço da jurema: as pessoas têm juremas nas suas residências, nas suas próprias casas. São cultos muito familiares”, explica a pesquisadora Noshua Amoras, doutoranda em Antropologia pelo programa de pós-graduação do Museu Nacional na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

 

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Em alguns casos, o culto familiar se transforma em um terreiro de jurema. Em outros, os praticantes estão vinculados a um terreiro de candomblé ou umbanda. “É uma rede muito complexa de circulação, de uma família de santo, uma família espiritual, que vai sendo construída no decorrer da vida e da própria família consanguínea das pessoas”, conta Noshua.

 

Candomblé, umbanda, jurema, catimbó, xangô. Durante muito tempo, as divisões entre os cultos eram um borrão e as entidades passeavam com certa liberdade, de um culto para outro. Em meados do século XX, contudo, teve início um movimento de legitimação do candomblé, no que alguns pesquisadores chamam de “dessincretização”, uma busca por uma religião mais “pura”, voltada para as origens em uma África quase mítica, sem os santos do catolicismo, sem os caboclos da jurema.

 

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Essa movimentação do candomblé teve como consequência a emergência da jurema como uma tradição. “Se antes a jurema estava diluída na umbanda, a partir do momento em que os pais de santo aderem ao candomblé, mas não abrem mão da jurema, então eles se veem na necessidade de dar uma outra identidade para a jurema. E o que está acontecendo? A jurema está virando uma tradição, separando-se da umbanda, quando antes não havia essa preocupação”, afirmou o pesquisador e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Giovanni Boaes, em entrevista à pesquisadora aposentada da Fundação Joaquim Nabuco Rosalira Oliveira, dentro do projeto A escrita do sagrado: memórias da produção intelectual sobre as religiões afro-brasileiras, do Núcleo de imagem, memória e história oral (Nimho) da Fundaj. 

 

Catimbó

Jurema é catimbó, e catimbó é jurema. A forte perseguição às religiões afro-indígenas durante a intervenção de Agamenon Magalhães em Pernambuco, no período do Estado Novo (1937-1945), atingiu em cheio o catimbó – difamado como feitiçaria ou charlatanismo. Até os anos 1980, o termo catimbó prevalecia, mas a conotação pejorativa fez com que o nome da árvore-guia da religião passasse a ser paulatinamente mais usado para designar a religião.


A origem do nome catimbó é indígena, onde caa significa floresta – da mesma forma que em caatinga, a mata branca –, e timbó refere-se a uma espécie de torpor que se assemelha à morte. Catimbó significaria, assim, a floresta que conduz ao torpor, em uma referência ao estado de transe dos praticantes da jurema.


Escute aqui o grupo Jograis de São Paulo declamando o poema Catimbó, de  Ascenso Ferreira.

 

“Você vê a movimentação no campo: o candomblé chega e se legitima como a tradição mais importante, mas, por outro lado acaba levando a jurema para também vestir essa roupagem. Existem terreiros que dizem: eu sou candomblé e sou jurema, mas as duas coisas são diferentes e não se misturam”, afirma o pesquisador. “A umbanda fica no lugar da não tradição: quando se emancipa o candomblé e se emancipa a jurema, sobra o que para a umbanda? Mas ela não desaparece. Há lugar para todos”, diz Boaes.

Darlon Gabriel, juremeiro. Foto: Marjorie Louise/ Multihlab

A pesquisadora Noshua Amoras. Foto: MCS/ Coletiva

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A iniciação na jurema muitas vezes acontece como um chamado, ainda na infância. “O primeiro espírito que o meu pai recebeu foi José dos Montes, com sete anos de idade. Como naquela época ele era muito novo, ainda criança, não podia desenvolver, a avó dele fez uns trabalhos e conseguiu segurar as correntes até os 14 anos. Com 14 anos, não teve mais como; aí ele começou a desenvolver (a incorporar o mestre), a tomar as obrigações devidamente para começar a ter o terreiro dele”, conta Darlon.
 

Muitas vezes não há um ritual formal de entrada na jurema, como existe no candomblé. A pessoa simplesmente é da jurema, ou, como dizem muitos juremeiros, “tem ciência”. As iniciações são práticas geralmente mais simples, como banhos em matas e entrega de oferendas.

 

Há, ainda, a cerimônia do tombo da jurema, que pode ser vista como uma adesão mais séria. É um voto de fé, um juramento. Acontece nos terreiros ou nas matas, com oferendas, e um mestre ou mestra espiritual — geralmente juremeiros que morreram e se encantaram — guiando o iniciante que, em estado de transe, percorre cidades ou reinos espirituais. Lá, nesta viagem transcendental, o iniciante tem contato com o seu guia espiritual.

 

 

“Cultuar a jurema sagrada é uma dádiva. É onde a gente aprende a respeitar pai e mãe, é onde a gente aprende a respeitar os irmãos. Jurema é ensinamento. Cultuar a jurema é você aprender a ser uma pessoa melhor. Muitas coisas que eu aprendi na minha vida como homem foi escutando conselhos vindos de espíritos, de entidades. [De] eu querer seguir um outro caminho e a jurema me resgatar, de dizer assim, “o caminho não é esse, o caminho é esse aqui”. Jurema é um caminho melhor pra quem sabe cultuar a jurema de verdade, pra quem procura a jurema pra querer, não riqueza, que a gente vai atrás, mas para querer ter doutrina, ter caminhos, viver em paz. É assim que eu vejo a Jurema: é ter paz.”


Darlon Gabriel, do Centro Espírita Caboclo Coraci

 

 

No terreiro de Darlon Gabriel, esse guia é geralmente um caboclo ou uma cabocla. “Na cerimônia de tombo de jurema, a pessoa adormece e o espírito dela vai caminhar, para conhecer as cidades. Nós deitamos a pessoa em uma esteira e ela vai procurar saber onde é a cidade do caboclo dela, porque existem várias: Alhandra, Acais, Borborema, Serra Negra, Serra Branca”, detalha o juremeiro citando locais reais, que são tidos como sagrados pela jurema.

A prática da jurema não é algo canônico: muda do Agreste para a Zona da Mata, de cidade para cidade e até de terreiro para terreiro. Uma característica muito marcante dos terreiros do Recife é a convivência entre jurema e candomblé. “Antes dessa convivência se refletir em um terreiro, podemos dizer que se reflete nas pessoas. As pessoas têm em si a jurema e o candomblé, ainda que cada uma vá manifestar isso de uma forma própria. A jurema aqui abraçou algumas entidades que antigamente não tinha, mas que, uma vez que chegaram, se entendeu que tinham uma afinidade com a jurema e passaram a compor também esse panteão de espíritos, de entidades. Os grandes exemplos são Pombagira e Exu, mas não somente”, explica Noshua.

 

É o caso, por exemplo, do terreiro de Mãe Lúcia de Oyá, em Pau Amarelo, Paulista, município da Região Metropolitana do Recife. A juremeira tem como guia do seu terreiro uma Pombagira chamada Dona Rosa. “Elas têm um papel importantíssimo: acolhem todas as mulheres, preta, branca, não interessa a cor, de todos os níveis sociais. As Pombagiras têm também uma missão específica, que é a de promover o encontro de mães que já foram para o outro lado com os seus filhos suicidas. Só elas, só as Pombagiras, podem fazer isso. A ideia de que as Pombagiras não fazem o que é bom é errada”, diz a líder espiritual. As Pombagiras também estão presentes em diversos outros rituais incorporados à jurema, como as amarrações amorosas.

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"Ser juremeira é ser privilegiada pelos encantados"

Mãe Lúcia de Oyá , do Ilê Axé Oyá Togun

O culto à árvore da jurema
 

“O cachimbo é uma arma”, diz Darlon Gabriel. “Uma arma e um remédio”, refaz o juremeiro e pesquisador Henrique Falcão. Nos trabalhos espirituais da jurema, o cachimbo tem um papel central. É a partir dele que se buscam respostas para inquietações, trabalhos são feitos e desfeitos, tratamentos espirituais de cura são realizados e epifanias são atingidas. É uma forma de comunicação entre mundos. “Através da fumaça sempre tem muitos recados. Não é fumar por fumar. É fumar para trabalhar, ir buscar recado, ir buscar resultado”, diz Darlon Gabriel.

 

A composição das ervas que vão no cachimbo varia de acordo com a resposta que se quer alcançar, mas sempre leva partes da árvore da jurema. “Tem fumo que é preparado para levantar, tem fumo que é preparado para derrubar, tem fumo que é preparado para defumar, tem fumo que é preparado para tirar os espíritos ruins da pessoa, para descarregar. É por isso que o cachimbo da pessoa é particular, tem sempre que ficar no seu príncipe, na sua princesa, nas suas coisas. Mas não são todos os filhos que são merecedores de um cachimbo”, explica Darlon. Príncipe ou princesa são as mais simples representações de uma entidade, geralmente apenas taças ou tigelas com água.

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Na prática de mãe Lúcia, o tombo da jurema passa por todas as entidades. “Quando você vai se tornar juremeiro, você passa por todos os ritos: tanto das Pombagiras como dos Exus, mestres, mestras, caboclos, caboclas e preto velho, estão todos inseridos. A única diferença é que tem o tombo da jurema preta, onde se trabalha mais as Pombagiras, os Exus, os mestres e as mestras. Isso vai mudar de acordo com o terreiro”, explica. 

O uso de partes da árvore da jurema é essencial em outro acesso ao mundo espiritual, esse, por meio da bebida feita com casca, tronco e raiz. A bebida é ponto central na religião da jurema. É sempre apresentada como misteriosa e com um preparo envolto em segredos, estando presente em praticamente todos os rituais da religião. Além da árvore da jurema, o preparo leva muitas ervas, raízes, mel e alguma bebida alcoólica. Há casas que chamam de vinho ou licor da jurema. Há terreiros onde a bebida é oferecida apenas para os praticantes, outros em que é distribuída para todos. O preparo varia muito entre os terreiros e geralmente é repassado dos mais velhos para os mais novos.

A jurema é uma árvore com alto teor da substância psicoativa N,N-dimetiltriptamina (DMT), a mesma presente na bebida da ayahuasca, utilizada por indígenas da Amazônia. Mas quando a bebida é ingerida, o DMT é inativado por uma enzima no trato digestivo.

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Na ayahuasca, é o cipó quem fornece inibidores da enzima, tornando o DMT oralmente ativo. Na jurema, há várias ervas e raízes que podem desempenhar essa função, como um tipo de arruda. Há juremeiros que usam mais de 20 raízes e ervas diferentes no preparo da bebida.

 

A presença da substância psicoativa não significa, contudo, que o transe nos cultos da jurema seja fruto apenas do DMT. “Por muito tempo, na literatura, houve uma grande tendência, um viés racista mesmo, de buscar compreender as experiências de transe por explicações patologizantes”, aponta a pesquisadora Noshua Amoras. “Empiricamente falando, o transe não tem a ver com a bebida da jurema, porque as pessoas entram em transe independente disso, independente de tomar ou não o vinho. Ao reforçar esse viés, também se perde de vista o caráter sagrado da bebida”, afirma.

Na primeira foto, imagens de caboclos no Caboclinho Tupã. Foto: Felipe Araújo/Multihlab. Acima, a bebida sagrada da jurema. Foto: Marjorie Louise/ Multihlab

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A árvore da jurema  (Mimosa tenuiflora)


A jurema é uma árvore nativa do Brasil. Tem pequeno porte, podendo chegar a sete metros de altura. Quando novos, os ramos das árvores costumam ter espinhos, que se perdem com o tempo. São facilmente encontradas no Agreste e no Sertão do Nordeste, onde suas folhas são usadas para a alimentação de bovinos e caprinos, e a madeira para estacas e lenha. Dá flores brancas, em pequenas e finas espigas, muito apreciadas pelas abelhas. É uma árvore bastante resistente à seca e chega a sobreviver até a queimadas. Também é muito usada na medicina popular para tratar inflamações na pele e úlceras.

 

 

A adoração pela árvore da jurema se estende para um zelo e um carinho pelas matas. Como uma religião que traz forte ancestralidade indígena, a jurema vê nas matas e nas árvores — não só a da jurema — uma expressão do divino. Mas em uma cidade tão urbanizada quanto o Recife, fazer as obrigações, rituais e oferendas dentro de florestas se torna um desafio crescente para os praticantes da religião.

Árvore da jurema preta. Foto: MCS/ Coletiva

Terra de Malunguinho – Líder do quilombo Catucá e cultuado como um mestre na jurema –, Goiana é um destino popular na busca por florestas para os trabalhos da religião. “Por aqui não tem mais mata, se nós quisermos uma mata, temos que ir até Goiana. Muitas vezes, a gente tem que pagar para entrar em uma mata que fica em uma área particular”, conta mãe Lúcia. “Por que as oferendas se põem no pé de uma árvore? Porque os encantados cuidam dos animais, cuidam do chão, cuidam das árvores que dão fruto, das que não dão. Tudo isso é a natureza sagrada para a jurema. Tudo isso precisa ser cuidado, para que não falte”, completa.

 

As ofertas colocadas nas matas podem ser mel, fumo, flores, frutas, bebidas alcoólicas para os caboclos e caboclas, mestres e mestras. Depende do motivo. Todo ano, duas semanas antes do carnaval, o juremeiro Amauri Rodrigues, presidente do Caboclinho Tupã, leva para a mata da Guabiraba, na Zona Norte do Recife, uma oferenda para que a festa seja de bençãos. “Nós fazemos o culto a Tupã, que é o deus dos indígenas. Que oferendas são essas? Frutas, mel e caças vivas”, diz Amauri, em entrevista à Coletiva, na sede do grupo, no Alto José do Pinho, na casa onde mora e mantém sua jurema – um pequeno móvel com a imagem de um caboclo, velas e princesas.

 

Amauri Rodriges, presidente do Caboclinho Tupã. Foto: Felipe Araújo/ Multihlab

“Juremeiro tem que ter força, juremeiro tem que ter fé, juremeiro tem que ter vocação. O juremeiro tem que respeitar a todos e a todas sem saber de cor, ou crença ou religião. Hoje, se o juremeiro chegar perto de uma pessoa espírita, do evangélico, não vai menosprezar, porque futuramente aquela pessoa pode estar perto dele, ser um provável juremeiro também. Um juremeiro tem que saber ter a força, ter a mandinga e ter a reza. Você tem que ter força e tem que ter fé; e ter Jesus no coração. Isso é ser um juremeiro.”


Amauri Rodrigues, do Caboclinho Tupã

Também há sacrifício de animais na jurema. “A jurema em si é [de] pouco sangue”, conta Darlon Gabriel. Porém, como Pombagira e Exu são entidades intrínsecas ao culto da jurema no Recife, há sacrifícios com outros animais, como porcos e bodes. “O sangue é que movimenta o mundo. Tem espírito que pra ficar forte necessita de sangue; tem espírito que pra se sentir vivo necessita apenas de água”, diz o juremeiro.

 

Quando há sacrifícios de animais, há também refeições para a comunidade. “Quando você sacrifica um animal, você tira o mínimo para a entidade. A maior parte você faz a partilha daquele animal com toda a casa. Você sacrificou os animais para que pudessem também alimentar essa comunidade. Nem no candomblé, nem na jurema o sacrifício é algo nefasto, nem tenebroso. Ainda pode se tirar o couro para fazer bolsa, sapato e ornamentar as casas. Milhares de bovinos, suínos, caprinos e aves são mortos para alimentar as pessoas todos os dias, e não se reclama”, pondera mãe Lúcia.

As caças vivas que ele cita são geralmente preás e coelhos. “A gente solta esses animais nas matas, em oferenda aos caboclos”, conta Amauri. “Fazemos o nosso pedido. Fazemos nosso assentamento. Pedimos ao caboclo que nos ajude no desfile das agremiações e que faça com que os nossos componentes fiquem todos bem estabelecidos, com saúde, e que tenham força nas pernas deles”.

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Caboclinho:“Onde se faz a festa, também se faz a guerra”

 

É toque de guerra, sambada, baião, perré, toque de toré, baiano. As variações do batuque do caboclinho mudam de nome — e de sonoridade — a depender do grupo e da região. Em comum, todos combinam música percussiva com uma dança rápida, ritmada e vigorosa — também chamada de manobras.

 

O caboclinho, ou cabocolinho, é a expressão cultural da jurema mais reconhecida. Geralmente a partir do mês de setembro os grupos já começam a ensaiar para o Carnaval, a grande apoteose dos caboclinhos. A revista Coletiva conversou com o presidente do caboclinho Tupã, Amauri Rodrigues, e com Ariel Barros, diretora do grupo, para o Podcast da Coletiva. Em breve em nosso canal!

 

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