
O semiárido brasileiro a partir do tempo profundo
Fábio José de Araújo Pedrosa
Edneida Rabêlo Cavalcanti
A paisagem do semiárido nordestino, muitas vezes reduzida a uma imagem de escassez, revela uma realidade bem mais rica quando observada com mais atenção. Ela guarda, no presente, uma impressionante diversidade ecológica, social e cultural — e, à luz de um tempo mais longo, carrega também as marcas de profundas transformações geológicas, climáticas e biológicas que moldaram esse território ao longo de milhões de anos. Este artigo convida o leitor a percorrer essa história natural e humana entrelaçada, mostrando como o conceito de tempo profundo pode iluminar as origens das paisagens atuais, ajudar a compreender os riscos da desertificação e fortalecer alternativas sustentáveis de convivência com o Semiárido. Ao reunir contribuições da geologia, ecologia, paleontologia e das ciências sociais, propomos uma nova leitura: o Semiárido como um território vivo, repleto de memória e potencial, onde o passado oferece pistas valiosas para imaginar e construir futuros mais justos e regenerativos.
Revelar a paisagem na perspectiva da história natural
A paisagem do semiárido nordestino, tantas vezes reduzida ao imaginário da escassez e da aridez, guarda em si uma riqueza de histórias milenares — ou, mais precisamente, de dezenas a centenas de milhões de anos. Cada formação rochosa, cada curva de relevo, cada fragmento de vegetação é parte de uma memória natural que antecede a presença humana e nos convida a olhar esse território com outros olhos: com atenção, sensibilidade e, sobretudo, com curiosidade científica.
Compreender as questões ambientais do semiárido exige, portanto, uma abordagem que ultrapasse os limites disciplinares convencionais. É preciso articular ciências da Terra, ecologia, história, antropologia, climatologia e ética ambiental. Afinal, como lembra o historiador José Augusto Pádua, a História Ambiental se sustenta em três pilares fundamentais: a Terra como sistema complexo e interdependente; a profunda conexão entre sociedades humanas e natureza; e o conceito de tempo profundo, que nos faz perceber que a história do mundo é muito maior do que a história da nossa espécie.
O tempo profundo é a lente que nos permite ler as paisagens não como meras superfícies geográficas, mas como camadas sobre camadas de processos naturais e intervenções humanas, acumuladas ao longo de eras. Essa noção, oriunda da Geologia e reforçada pelas ciências ambientais, nos revela que os relevos, os biomas, os climas e até os solos têm uma história que muitas vezes se desenrola em escalas de tempo que vão além de nossa capacidade imediata de percepção .
No semiárido, essa dimensão profunda da paisagem é expressa de forma impressionante. Próximo ao rio São Francisco, por exemplo, a Bacia Sedimentar do Jatobá, quase totalmente situada em Pernambuco, ocupa cerca de 6.000 km² e remonta à Era Mesozóica. Ali, no município de Petrolândia, fósseis de coníferas preservadas em rochas areníticas testemunham a existência de florestas que cobriam a região há cerca de 200 milhões de anos, no período Jurássico — um clima muito mais frio e úmido do que o atual.
Ainda mais impactante é o conjunto de pegadas de dinossauros encontradas no município de Sousa, na Paraíba. Essas marcas, datadas de 140 a 100 milhões de anos atrás (período Cretáceo), foram preservadas em rochas sedimentares que integravam ambientes pantanosos, lacustres e de rios meandrantes. O local, hoje, abriga o Monumento Natural Vale dos Dinossauros, com 40 hectares, sendo um dos mais bem preservados sítios paleontológicos do Brasil.
Outro ponto de destaque é a Chapada do Araripe, na divisa entre Ceará, Pernambuco e Piauí. Trata-se de um planalto sedimentar com altitudes que chegam a 1000 metros, onde afloram fósseis de peixes, insetos e vegetais incrivelmente bem preservados. Essa riqueza foi identificada ainda no século XIX por Louis Agassiz, um dos grandes naturalistas europeus. Os fósseis da Chapada registram a existência de um antigo mar raso no Cretáceo, revelando que o Semiárido de hoje já foi oceano.
Essas formações revelam que o relevo da região não é resultado do acaso ou de uma suposta estagnação, mas da atuação contínua de processos geológicos — como o soerguimento de terrenos, as intrusões magmáticas, o intemperismo, a erosão e a sedimentação. O exemplo do Pico do Cabugi, em Angicos (RN), é ilustrativo: trata-se de um vulcão extinto com cerca de 20 milhões de anos, formado por fluxos de magma durante o deslocamento da placa tectônica sul-americana. Esse serrote isolado, com quase 600 metros de altura, é testemunho do passado vulcânico da região e da força modeladora das dinâmicas internas da Terra.
Perceber a paisagem como expressão viva do tempo profundo nos permite resgatar uma dimensão muitas vezes esquecida nas análises sobre o semiárido: a sua complexidade geohistórica. Cada serra, cada brejo, cada vale fossilizado carrega consigo histórias de transformações que moldaram não apenas o território, mas também os modos de vida que nele se desenvolveram. Nesse sentido, os ambientes devem ser entendidos como espaços de coevolução entre natureza e cultura, rejeitando tanto o determinismo geográfico, quanto o ambientalismo romântico. O semiárido, longe de ser um espaço homogêneo e imutável, é um arquivo aberto da história do planeta — um arquivo que só se revela aos que decidem lê-lo com atenção.
Mudanças climáticas passadas e refúgios vivos
Entre 2,5 milhões e 11 mil anos atrás, o planeta viveu a época pleistocênica do período Quaternário — caracterizada por grandes flutuações climáticas, alternando entre glaciações e períodos interglaciais mais quentes . Essas oscilações impactaram profundamente os ecossistemas de todo o mundo, inclusive os do Nordeste brasileiro. O semiárido, hoje associado à irregularidade das chuvas e às longas secas, já abrigou savanas, florestas tropicais sazonalmente secas e até ecossistemas úmidos com megafauna de grandes proporções .
No interior nordestino, paleocorrentes de rios antigos formaram depressões naturais — como tanques e cacimbas — onde atualmente encontramos fósseis de uma megafauna extinta: preguiças gigantes, mastodontes, tatus de grande porte, tigres-dentes-de-sabre, entre outros. Esses animais viviam em ambientes que, há cerca de 24 mil a 18 mil anos antes do presente (doravante A.P.), eram dominados por savanas. Já por volta de 15 mil A.P., houve um retorno a condições mais úmidas, permitindo a expansão de florestas tropicais, antes que a aridez voltasse com mais força no Holoceno inicial, há cerca de 11 mil anos.
É nesse contexto que surgem os Brejos de Altitude, áreas isoladas de mata úmida que resistiram ao avanço da aridez. Localizados em regiões elevadas do Agreste e Sertão dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, esses brejos funcionam como refúgios ecológicos, protegendo fragmentos de vegetação que antes se espalhavam por áreas muito mais amplas. O ecólogo José Vasconcelos Sobrinho identificou pelo menos 43 dessas áreas, distribuídas em locais que mantêm microclimas mais amenos e úmidos, geralmente devido à altitude e à orientação das escarpas frente aos ventos úmidos.
A origem desses brejos está relacionada à Teoria dos Refúgios, formulada por pesquisadores como o geógrafo Aziz Ab’Sáber , junto a diversos outros estudiosos desse tema ao longo do século XX. Segundo essa teoria, durante as oscilações climáticas do Quaternário, algumas regiões conseguiram manter condições ambientais estáveis o suficiente para preservar espécies que desapareceram de outras áreas. Os Brejos de Altitude são, portanto, relíquias vivas de um passado mais úmido e biodiverso.
Entre os elementos mais surpreendentes desses ecossistemas está a presença do Podocarpus, um gênero de coníferas típico de climas frios e úmidos, muito raro em regiões tropicais e especialmente inusitado no contexto semiárido. A ocorrência dessa planta em brejos de altitudes entre 400 e 1800 metros, sob condições edafoclimáticas muito específicas (solos leves, silicosos, ricos em matéria orgânica e com alta umidade do ar), reforça a ideia de que esses fragmentos funcionam como ilhas biogeográficas, conectando o Nordeste a outros domínios florestais do Brasil, como a Mata Atlântica e a floresta amazônica.
Estudos dos ecólogos Marcelo Tabarelli e André Santos mostram que os brejos abrigam espécies vegetais e animais que não sobreviveriam nas condições áridas da Caatinga, funcionando como verdadeiros reservatórios de biodiversidade. Além disso, atuam como reguladores climáticos locais e como fontes de água em regiões que sofrem com a escassez hídrica. Com o agravamento das mudanças climáticas atuais, esses ecossistemas tornam-se ainda mais estratégicos: são refúgios que ajudam a manter ciclos ecológicos essenciais e podem ser núcleos para políticas de regeneração ambiental.
Olhar para os brejos de altitude é, portanto, reconhecer que, mesmo dentro de um território marcado pela aridez, a vida encontrou formas de resistir e persistir. É entender que o Semiárido é, acima de tudo, um espaço de adaptação e resiliência, onde a biodiversidade e a cultura se entrelaçam em respostas complexas às mudanças ambientais.
Tempo profundo, crise atual e responsabilidade humana
Apesar de todo o conhecimento já acumulado sobre a História da Terra — suas formações, ciclos, rupturas e reconfigurações —, esse saber raramente tem sido considerado com profundidade nos modelos de desenvolvimento humano. Em muitos contextos, as descobertas da História Natural permanecem desconectadas das decisões que afetam os territórios, os modos de vida e os ecossistemas. Como consequência, seguimos reproduzindo práticas que ignoram os limites naturais, as memórias das paisagens e os ritmos do planeta.
Ainda hoje, líderes e tomadores de decisão, tanto no Brasil quanto em outros países, frequentemente tratam as mudanças climáticas como fenômenos inevitáveis, como se fossem apenas mais uma fase do ciclo natural da Terra. Essa leitura reducionista desconsidera o papel decisivo das atividades humanas — sobretudo da industrialização, do uso intensivo de combustíveis fósseis, da degradação dos solos e da conversão de ecossistemas — na aceleração das transformações planetárias.
No semiárido, as consequências dessa desconexão são visíveis e urgentes. A região enfrenta processos acelerados de desertificação, perda de cobertura vegetal, empobrecimento dos solos e redução da biodiversidade. Mas esses impactos não são inevitáveis nem naturais: são resultado de um modelo de ocupação que rompe com a história ecológica da região, que desconsidera a complexidade dos ciclos naturais e enfraquece as estratégias tradicionais de convivência com a semiaridez.
Essa ruptura com os ciclos da natureza é também uma ruptura com o tempo profundo. Esquecemos que o ambiente onde vivemos é resultado de bilhões de anos de transformações lentas, entrelaçadas e profundamente interdependentes. Como lembra José Augusto Pádua , incorporar o tempo profundo nas reflexões ambientais é essencial para compreender que as sociedades humanas são parte da natureza, e que toda ação nossa está inserida em um processo maior, mais antigo e mais frágil do que muitas vezes supomos.
O tempo profundo também nos convida a abandonar visões utilitaristas e fragmentadas da natureza. A chamada ecologia profunda propõe uma outra forma de habitar o mundo — uma forma em que reconhecemos a vida não humana como dotada de valor próprio, e o ser humano como parte da teia da vida, e não como seu centro. Essa abordagem dialoga com noções como incerteza, resiliência, interdependência e coevolução, fundamentais para uma ética da sustentabilidade.
Ao observarmos o semiárido sob essa lente mais ampla, percebemos que a região, longe de ser um espaço esvaziado, é um território cheio de memória, de possibilidades e de vida. É também um campo fértil para um aprendizado social que se adapta continuamente a um contexto em mudança. As populações locais —com seus saberes ancestrais, suas práticas de manejo do solo e da água, e suas estratégias de convivência com a irregularidade climática — são parte do repertório que pode e deve ser valorizado no enfrentamento dos desafios ambientais atuais.
Isso implica reconhecer que o semiárido não precisa ser "salvo" por soluções externas, mas compreendido em sua riqueza interna. A desertificação, por exemplo, não é um destino natural da região, mas um sintoma de políticas equivocadas, do abandono de práticas regenerativas e da imposição de lógicas produtivas incompatíveis com o território. Há décadas, cientistas, ambientalistas e comunidades vêm mostrando que é possível construir uma relação mais cuidadosa com o solo, a vegetação e a água. O que falta, muitas vezes, é dar densidade política e cultural a essas alternativas.
A técnica, por si só, não basta: é preciso compreender o território em sua totalidade, como uma construção histórica e relacional entre sistemas naturais e ações humanas (Santos, 2003). Ir além da técnica significa não apenas reconhecer seus limites, mas também entendê-la para além do viés estritamente tecnológico — como expressão de escolhas políticas, éticas e culturais que moldam o modo como nos relacionamos com a Terra.
Colocar o cuidado com a vida no centro das decisões — considerando suas múltiplas relações e interdependências — exige romper com lógicas predatórias de ocupação e uso do espaço. Implica apostar em modos de vida regenerativos, que integrem ciência e saberes populares, ética e justiça socioambiental, respeitando os ritmos e os limites do planeta.
O Semiárido como território pedagógico
Ao longo de milhões de anos, o semiárido nordestino passou por mares rasos, erupções vulcânicas, florestas tropicais, savanas, megafaunas e desertos em formação. Cada uma dessas fases deixou rastros na paisagem — marcas inscritas em rochas, fósseis, solos e formas de relevo — que hoje podem ser lidas por quem se dispõe a enxergar além do visível. Esses registros não são apenas testemunhos de um passado remoto: são lições para o presente, que revelam a complexidade dos ecossistemas, a interdependência entre os seres vivos e a necessidade de revermos a forma como habitamos e transformamos o mundo.
A diversidade encontrada hoje no semiárido — e aquela revelada pela lente do tempo profundo — desmonta a imagem de um território homogêneo, árido e esvaziado. Os brejos de altitude, os fósseis do Cretáceo, os vulcões extintos, as pegadas de dinossauros e a presença de espécies raras como o Podocarpus compõem um verdadeiro mosaico ecológico, geológico e histórico. Esses elementos demonstram que o semiárido é, simultaneamente, um espaço de memória e de criação, de resiliência e transformação.
Sob essa perspectiva, o semiárido pode e deve ser entendido como um território pedagógico: um lugar que ensina, que guarda saberes acumulados ao longo de tempos diversos — do geológico ao histórico, do biológico ao cultural — e que oferece pistas valiosas sobre como lidar com as crises ambientais contemporâneas. Ele é, por excelência, um laboratório vivo para pensarmos a convivência com os limites naturais, a escassez hídrica, as variações climáticas e os efeitos de modelos de desenvolvimento que, ao desconsiderarem a história ecológica dos territórios, aceleram processos de degradação e desertificação.
Essa capacidade pedagógica do território ganha ainda mais relevância diante das mudanças climáticas globais. A desertificação que avança em algumas regiões semiáridas não é uma fatalidade natural, mas sim o resultado de intervenções humanas marcadas por desinformação, descontinuidade e ausência de políticas públicas, desrespeito aos ciclos locais e imposição de lógicas produtivas exógenas. A homogeneização de formas de uso da terra, a substituição de vegetações adaptadas por cultivos intensivos e a fragmentação de ecossistemas ameaçam não apenas a biodiversidade, mas a própria viabilidade dos modos de vida tradicionais.
No entanto, o semiárido também abriga inúmeras potencialidades para a regeneração. As experiências de convivência com a semiaridez, desenvolvidas ao longo de séculos pelas populações locais, constituem verdadeiros patrimônios de conhecimento social e ambiental. Sistemas de captação de água da chuva, manejo agroecológico, recuperação de áreas degradadas, proteção da Caatinga e articulações comunitárias mostram que há caminhos possíveis — e já em curso — para frear a desertificação e promover formas mais justas e sustentáveis de uso do território.
Fazer do semiárido um território pedagógico implica, portanto, reconhecer e valorizar essas experiências, ao mesmo tempo em que se constrói uma nova forma de pensar o desenvolvimento. Uma forma que leve em conta os tempos profundos da Terra, as limitações naturais e a sabedoria das populações que ali vivem. É compreender que a ciência, a técnica e a política precisam dialogar com os saberes locais e com a própria paisagem — que, por si só, já carrega uma narrativa profunda e transformadora.
O futuro do semiárido, diante dos desafios das mudanças climáticas e da desertificação, não está apenas nas soluções tecnológicas ou na adaptação passiva a um cenário adverso. Está, sobretudo, na capacidade de aprender com o território, de escutar suas memórias e de construir coletivamente alternativas que respeitem sua singularidade. Um semiárido que ensina.
PARA SABER MAIS
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O AUTOR
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Fábio José de Araújo Pedrosa é geólogo (Universidade Federal de Pernambuco), mestre em Geociências pela Universidade de São Paulo e doutor em Geologia Ambiental pela Universidade Federal de Pernambuco. É Professor Adjunto da Universidade de Pernambuco (UPE) e da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), onde coordena o Laboratório de Inovação para Mudanças Climáticas e Sustentabilidade ( LIMCS ), da rede Climate Labs. Participou de diversos estudos, pesquisas e avaliações ambientais, tendo colaborado nas discussões de planos diretores municipais e políticas públicas ambientais em Pernambuco. É membro do Fórum Pernambucano de Mudanças Climáticas, do Fórum de Gerenciamento Costeiro de Pernambuco e da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental de Pernambuco.

Edneida Rabêlo é Doutora em Engenharia Civil, área de concentração em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e com colaboração na Universidade Nova de Lisboa, Portugal, concluído em 2015, trabalhando a gestão local da água em ambientes semiáridos. Mestrado em Geografia também pela UFPE, na temática de tensões e conflitos socioambientais em áreas protegidas, finalizado em 1994. Bacharelado em Geografia pela UFPE, concluído em 1988. Pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) desde 1990, atuando nas áreas de: educação e comunicação ambiental; gestão de terras secas, com ênfase em recursos hídrico e desertificação; áreas protegidas e inclusão social. Participou da criação e integrou o Núcleo de Gestão Ambiental (NGA) da Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco (Fcap) no período de 2000 a 2015, fazendo parte da coordenação da Especialização em Planejamento e Gestão Ambiental, também responsável pelas disciplinas: Educação Ambiental como Instrumento de Gestão e, Desenvolvimento Sustentável. É neta de agricultora e mãe de dois filhos. Trabalha com manualidades, tem formação em Danças Circulares, correlacionando com processos e contextos educativos e atua na área de planejamento e metodologias participativas. É Arteterapêuta, em formação
COMO CITAR ESSE TEXTO
PEDROSA, Fábio José de Araújo; CAVALANTI, Edneida Rabêlo O Semiárido brasileiro a partir do tempo profundo. Revista Coletiva, Recife, n. 35, ago.set.out.nov.dez. 2026. Disponível em: https://www.coletiva.org/amaro-mendonca .ISSN 2179-1287.
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