SONORA COLETIVA

O próximo Sonora Coletiva vai conversar com Isaar e Mônica Feijó, duas das mais importantes artistas pernambucanas pós-manguebeat, no próximo dia 7 (quinta-feira), às 19h, em mais um bate-papo transmitido pelo canal do multiHlab, no YouTube. 

No início dos anos 1990, o recifense viu surgir a “cena mangue”. Logo, a música aqui produzida, mistura de ritmos pernambucanos e internacionais, chamaria a atenção do país e criaria vínculos com outras cenas e artistas estrangeiros. No início, duas bandas fincaram as bases da cena: Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, lideradas, respectivamente, por Chico Science e Fred Zeroquatro. Mas, na medida em que a cena mangue foi se consolidando, local e nacionalmente, incorporou a contribuição de bandas e grupos formados por mulheres, instrumentistas, compositoras e cantoras que, nos anos seguintes, passaram a construir suas próprias carreiras. As pernambucanas Isaar e Mônica Feijó são importantes exemplos do protagonismo feminino nesse período. Esses são os motes para o bate-papo com os pesquisadores Allan Monteiro, Cristiano Borba e Túlio Velho Barreto (Fundaj), no próximo Sonora Coletiva.  

Ao lado de Karina Burh e Alessandra Leão, a instrumentista, compositora e cantora Isaar foi uma das criadoras do grupo Comadre Fulozinha, formado exclusivamente por mulheres. Isso foi em meados dos anos 1990, mas a trajetória de Isaar como percussionista e cantora vem de antes, quando frequentava o Maracatu Piaba de Ouro e acompanhava a riquíssima cultura musical do Recife nas ruas da cidade, ouvindo, dançando e cantando coco, ciranda, frevo, samba de roda. Com o Comadre Fulozinha, Isaar gravou dois álbuns e excursionou pela Europa e América do Norte. Em 2006, lançou o primeiro e elogiadíssimo álbum “Azul Claro”, consolidando sua carreira solo, após passar pela Orchestra Santa Massa, ao lado do DJ Dolores, um dos criadores da cena mangue.  

Extremamente versátil e atuante em diversas áreas da cultura e das artes, a cantora e compositora pernambucana Mônica Feijó já tem quase 30 anos de carreira musical. Seus quatro álbuns foram bastante elogiados pela crítica especializada por sua qualidade e diversidade de gêneros interpretados. Em sua carreira musical, Mônica Feijó visitou o manguebeat no primeiro disco, “Aurora 5365”, de 2000, que já traz composições suas. Em 2005, com o álbum “Sambasala”, mergulhou no samba de compositores contemporâneos pernambucanos. Já em 2011, foi além e misturou diversos ritmos no álbum “À vista” (2011). Após sete anos sem lançar um álbum solo, em 2018, Mônica Feijó lançou o disputado “Frevo Para Ouvir Deitado”, em que se debruça sobre o ritmo pernambucano mais popular e conhecido.  

 

 

SAIBA MAIS:  

 

SONORA COLETIVA é o canal experimental da revista eletrônica de divulgação científica COLETIVA, publicada pela Fundaj. Sediada no Recife, a revista disponibiliza dossiês temáticos com uma perspectiva de diálogo entre saberes acadêmicos e outras formas de conhecimento, prezando pela diversidade sociocultural e liberdade de expressão. É voltada para um público amplo, curioso e crítico. O projeto integra o ProfSocio, o multiHlab e a Villa Digital, envolvendo ainda as diversas diretorias da Fundaj.

 

 

SERVIÇO:

LIVE – SONORA COLETIVA conversa com ISAAR e MÔNICA FEIJÓ

7 OUTUBRO (quinta-feira) - 19h - Canal do multiHlab no YouTube

Participações - Allan Monteiro, Cristiano Borba e Túlio Velho Barreto (Fundaj)

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