SONORA COLETIVA

Hoje, com quase 50 anos de carreira, o recifense Di Melo é reconhecido como um dos principais nomes da “black music” brasileira de todos os tempos. Tendo deixado o Recife no início da década de 1970, Di Melo logo gravaria o lendário e clássico álbum homônimo que contribuiria para definir a nossa “black music” e, até mesmo, o soul brasileiro, ao lado de artistas como Tim Maia, Gerson King Combo, Toni Tornado, Hyldon, Cassiano, Banda Black Rio, Miguel de Deus, entre outros. Atualmente, um dos álbuns mais raros da nossa discografia, o vinil original chega a custar mais de 2,5 mil reais no mercado de colecionadores.

Um tanto afastado da cena musical no país, foi na década de 1990 que a música de Di Melo ganhou as pistas da Europa, pelas mãos de DJs que descobriram o seu álbum de 1975, gravado pelo selo EMI-Odeon. A partir daí, não pararam mais de tocar músicas como “Kilariô”, “Pernalonga” e “A vida em seus métodos diz calma”, entre outras. Esta última, inclusive, terminou fazendo parte de uma coletânea da renomada gravadora Blue Note. O mesmo álbum foi relançado em CD (2002), dentro da coleção representativa dos 100 anos da Odeon, coordenada por Charles Gavin (ex-Titãs), e também em vinil, numa bela edição do selo Fatiado.

A partir de 2011, Di Melo não parou mais, realizando shows pelo Brasil e no exterior. Na época, foi lançado o documentário “Di Melo - O Imorrível”, ponto de retomada para a sua carreira, que foi premiado no 40º Festival de Cinema de Gramado e no XVI Cine PE. Após incursões pela Europa, em 2015, lançou o álbum Imorrível, tendo assumido esse codinome desde então. O álbum teve uma edição limitada, com todos os exemplares numerados e autografados pelo cantor. Em 2019, gravou, em estúdios no Brasil e na França, o álbum Atemporal com o grupo francês “Cotonete”, que foi lançado em vinil na Europa, a partir do sucesso do single A.E.I.O.U., gravado pelo selo francês Favorite.

Sem poder cair na estrada por causa da pandemia, nos últimos meses, o cantor, compositor, poeta, pintor, ator e soulman, Di Melo, tem comemorado em grande estilo suas vivências artísticas e, assim, compartilhado seus novos registros musicais, lançando composições inéditas nas plataformas de música e, também, suas poesias. É com esse “espírito” que o artista vai participar do bate-papo no Sonora Coletiva, na quinta-feira (dia 23), às 19h, com transmissão pelo Canal multiHlab, no YouTube, como parte das atividades da revista Coletiva (ProfSocio/Fundação Joaquim Nabuco).

 

 

SAIBA MAIS:

SONORA COLETIVA é o canal experimental da revista eletrônica de divulgação científica COLETIVA, publicada pela Fundaj. Sediada no Recife, a revista disponibiliza dossiês temáticos com uma perspectiva de diálogo entre saberes acadêmicos e outras formas de conhecimento, prezando pela diversidade sociocultural e liberdade de expressão. É voltada para um público amplo, curioso e crítico. O projeto integra o ProfSocio, o multiHlab e a Villa Digital, envolvendo ainda as diversas diretorias da Fundaj.

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