Saiba Mais 

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Para ler 

Racismo Estrutural, Silvio Almeida.

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A obra Racismo Estrutural traz contribuições consistentes para o entendimento das noções de raça e racismo. No livro, Silvio Almeida revela os modos a partir dos quais o racismo estabelece sentidos, lógicas e tecnologias para a reprodução das desigualdades étnico-raciais e as violências que configuram a experiência social dos grupos racialmente minoritários no Brasil.

Racismo Recreativo, Adilson Moreira.

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Esta obra aborda o humor racista como um meio de propagação da hostilidade racial e estruturador de um projeto de dominação designado como racismo recreativo. O autor disserta sobre os modos a partir dos quais a circulação de imagens depreciativas formadas a partir de estereótipos raciais não apenas expressam desprezo por minorias étnicas, como também legitimam hierarquias raciais e demarcam um campo de relações violentas na sociedade brasileira.

O Genocídio do Negro Brasileiro, Abdias Nascimento.

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Nesta obra, Abdias Nascimento busca desconstruir o mito da democracia racial que defende uma suposta convivência harmoniosa entre negros e brancos no Brasil. O autor revela um conjunto de construções míticas cujo objetivo é promover o desaparecimento dos descendentes de africanos no país tanto física, quanto espiritualmente, através do malicioso processo de embranquecimento e esvaziamento conceitual da cultura negra.

Racismo Linguístico, Gabriel Nascimento.

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As discussões que encontramos no livro Racismo Linguístico são fundamentais para entendermos o uso que fazemos da linguagem na vida social. O autor Gabriel Nascimento discute a lógica de exploração colonial por meio da análise de processos simbólicos e discursivos e aponta para a linguagem como um espaço de produção e manutenção do racismo no Brasil.


Memórias da Plantação: episódios de racismo cotidiano, Grada Kilomba.

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O livro é uma compilação de episódios cotidianos de racismo, escritos sob a forma de pequenas histórias e analisadas a partir de abordagens psicanalíticas. Memórias da Plantação expõe a atemporalidade do racismo e a violência e o trauma resultantes da experiência diária com o preconceito racial.

 

Pequeno Manual Antirracista, Djamila Ribeiro.

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O livro é uma espécie de convite para que compreendamos a urgência de debatermos o racismo no Brasil e para que acionemos uma postura antirracista diante das atitudes cotidianas. A autora trata de temas como negritude, branquitude, violência racial, políticas educacionais afirmativas e propõe ações concretas no enfrentamento ao racismo.

Apropriação Cultural, Rodney William.

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A partir da definição da apropriação cultural como uma ação praticada por grupos dominantes com o objetivo de promover o esvaziamento simbólico e conceitual dos saberes das culturas minoritárias, Rodney William apresenta uma robusta perspectiva sobre racismo, apropriação e políticas de morte como temas imbricados. O livro revela a questão da apropriação cultural como um fenômeno estrutural e sistêmico responsável pela discriminação, marginalização e invisibilização das culturas não-hegemônicas.

Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, Maya Angelou.

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Esse livro é uma das autobiografias da escritora, a primeira de sete, escrita pela autora de maneira muito literária. A história é linda, triste, impressionante, fluida e cheia de dor, retratando a experiência vivida por uma menina negra entre os anos de 1930 e 1940, em um pequeno povoado chamado Stamps, no Arkansas, sul dos Estados Unidos. O texto é um depoimento sobre racismo, abuso e violência a partir da perspectiva de uma criança e de uma escrita profunda e poética.

Para Assistir

O Ódio que você Semeia, 2018, dirigido por  George Tillman Jr.

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Starr Carter é uma adolescente negra que presencia o assassinato de Khalil, seu melhor amigo, por um policial branco. Ela é forçada a testemunhar no tribunal por ser a única pessoa presente na cena do crime. Mesmo sofrendo uma série de chantagens, ela está disposta a dizer a verdade pela honra de seu amigo, custe o que custar.


Infiltrado na Klan, 2018, dirigido por Spike Lee.

Em 1978, Ron Stallworth, um policial negro do Colorado, consegue se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunica com os outros membros do grupo por meio de telefonemas e cartas, e quando precisava estar fisicamente presente, ele envia um outro policial branco em seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron fica próximo do líder da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas.


Malcom X, 1992, dirigido por Spike Lee.

O líder afro-americano Malcolm X tem o pai assassinado pela Klu Klux Klan e sua mãe internada por insanidade. Preso aos 20 anos de idade, Malcolm se converte ao islamismo e passa a pregar seus ideais.

Eu não sou seu negro, 2016, dirigido por Raoul Peck.

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O produtor Raoul Peck usa o livro inacabado de James Baldwin sobre o racismo nos EUA para examinar as questões raciais contemporâneas, com relatos sobre as vidas e assassinatos dos lideres ativistas Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King Jr.

 
Chocolate, 2016, dirigido por Roschdy Zem.

O filme apresenta a história do palhaço Chocolate, o primeiro artista de circo negro na França, que fez grande sucesso no final do século 19. Ele foi o primeiro a fazer publicidade, um ex-escravo que alcançou o sucesso.

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Olhos que Condenam, 2019, dirigido por Ava DuVernay.

A trama é baseada em uma história real e traça o panorama da vida de cinco jovens negros que moravam no Harlem e foram acusados injustamente de estuprarem uma mulher no Central Park. Eles só foram inocentados em 2002, depois que evidências de DNA comprovaram que o grupo não estava conectado ao brutal crime contra Trisha Meili.

Cara Gente Branca, 2014, dirigido por Justin Simien.

Uma guerra cultural entre negros e brancos vem à tona em uma universidade predominantemente branca quando uma revista de humor organiza uma polêmica festa de Halloween. O filme é transformado em série televisiva em 2017.


Corra, 2017, dirigido por Jordan Peele.

Um jovem fotógrafo descobre um segredo sombrio quando conhece os pais aparentemente amigáveis da sua namorada branca.T

Peças de Teatro e Espetáculos de Dança

Buraquinhos ou o vento é inimigo do picumã, Jhonny Salaberg.

A peça Buraquinhos ou o vento é inimigo do picumã trata de um assunto delicado, mas de extrema importância: o genocídio de jovens pretos no Brasil.

Ancés, de Tieta Macau.

É uma performance onde a artista tenta traçar a genealogia do corpo negro que dança, revisitando motrizes ancestrais e históricas.

À margem, de Tiago Oliveira.

Os artistas representam trajetórias encharcadas de lembranças que vão se atravessando e provocando novas experiências e descobertas no desencadeamento da trama.

Tempestuosa Depressagem, de Flavia Souza.

A performance retrata as nuances da Síndrome do Pânico e da Depressão com enfoque na população negra, especialmente, nas mulheres negras.

Indicação virtual: Portal Melanina Digital – maior portal de dramaturgia negra no Brasil.

Para ouvir