Para ler 

Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus

O livro é fruto de um diário pessoal da escritora relatando seu cotidiano de mulher negra, mãe, catadora de papel e moradora da favela do Canindé, em São Paulo. Os escritos datam de entre 15 de julho de 1955 e 1 de janeiro de 1960. A escritora comove o leitor pelo realismo e pelo olhar sensível ao contar - a partir de um ponto de vista geralmente invisibilizado nas narrativas hegemônicas sobre cidade - o que viu, viveu e sentiu. Seu relato é um instrumento potente para se pensar, a partir da literatura, maneiras interseccionais de abordar o direito à cidade.

O livro, editado pela FASE, trata de percepções e expectativas sobre o ativismo popular urbano no Brasil, especialmente nos estados: Rio de Janeiro, Pernambuco e Pará. Elaborado de forma coletiva (movimentos, organizações e coletivos) é resultado de um levantamento participativo, com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Resultado do Encontro com a(o)s Advogada(o)s Populares (2010), a cartilha  foi produzida pelo Instituto Terramar e pela RENAP. Desenvolvida para ser uma ferramenta de luta e defesa para povos e comunidades de seus territórios rurais e urbanos, ao auxiliar na compreensão de conceitos como justiça sócio espacial e racismo ambiental de modo a se estruturar como instrumento para as comunidades.

Em 2017, como forma de comemoração ao dia internacional das mulheres, o Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU) publicou este material destinado especialmente ao debate entre espaço urbano e gênero, em dois volumes, a partir da reflexão de diferentes mulheres sobre a cidade, sob temas e abordagens múltiplas.

Para

Assistir

A ficção reúne atores e não-atores para contar a história de refugiados e um grupo de sem-tetos que residem em um antigo edifício abandonado no centro de São Paulo. O direito à moradia e questões de imigração são problemáticas apresentadas no longa.

Rio Doce /CDU (2011), Adelina Pontual

 

O documentário apresenta bairros de subúrbio das cidades pernambucanas, Recife e Olinda, sob a ótica do itinerário do ônibus Rio Doce/CDU. Ao longo de, aproximadamente, uma hora de viagem; conhecidos e anônimos compartilham do mesmo espaço e revelam suas rotinas, anseios e lembranças.

Chega de Fiu Fiu (2018), Amanda Kamanchek, Fernanda Frazão

O filme retrata o cotidiano de três mulheres distintas e a violência de gênero que elas sofrem no espaço público urbano.

O documentário retrata diferentes movimentos de ocupação civil do espaço público em São Paulo, a partir de apresentações de personagens que se apropriam da rua a fim de ressignificá-la.

Com o objetivo de resgatar o cancioneiro popular engajado Luso Latino-Americano, os Cravos da Madrugada surgiram a partir da proposta de amigos com afinidades em comum: a música popular e o engajamento político. Inicialmente inspirados em canções populares portuguesas contextualizadas no período histórico da Revolução dos Cravos de Portugal. O projeto Cravos se expandiu para músicas politizadas e de intervenção de diferentes países na América Latina. Tendo em vista a riqueza e a singularidade musical, o conjunto combina diferentes instrumentos musicais regionais. 

Nascida no Alto José do Pinho, na cidade de Recife, a banda punk formada por Cannibal (vocal e baixo), Neilton (guitarra) e Celo Brown (bateria), em 1988, carrega, desde seu nome inspirado num livro de José Loureiro - que, mais tarde, imortalizou-se no filme Pixote, letras críticas, principalmente, às desigualdades de classe e raça, a partir da perspectiva de subúrbios do Recife e se expandindo ao cenário nacional.

O grupo Corisco é uma iniciativa de militantes de movimentos populares do Rio de Janeiro que veem na música e na cultura popular uma forma de propaganda e apoio às lutas dos trabalhadores do campo e da cidade.

Escola de Samba formada por militantes do MST e, atualmente, agrega pessoas oriundas de todos os cantos de São Paulo que se juntam para lutar e cantar. Um espaço de encontros, formações, educação, arte e cultura da classe trabalhadora.

O Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico – IBDU é uma associação civil, com atuação nacional desde 2005, que reúne profissionais, pesquisadores e estudantes para discutir, pesquisar e divulgar temas do Direito Urbanístico.

A FASE (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional) foi fundada em 1961 e desde suas origens esteve comprometida com o trabalho de organização e desenvolvimento local, comunitário e associativo, realizando convênios com órgãos públicos, monitorando projetos e fazendo parcerias com instituições de ensino.

Blog que trata das questões urbanas interseccionais entre Raça, Classe e Gênero e cidade, de autoria da  Tainá de Paula, entrevistada deste dossiê Direito à cidade.

Autora dos livros “A Cidade e a Lei”, “O que é Cidade”, “Folha Explica: São Paulo” e “Guerra dos Lugares: a colonização da terra e da moradia na era das finanças”. Raquel Rolnik é arquiteta e urbanista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Foi relatora especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para o Direito à Moradia Adequada, por dois mandatos (2008-2011, 2011-2014).

Habitat para a Humanidade Brasil é uma organização global não governamental, sem fins lucrativos, que tem como causa a promoção da moradia como um direito humano fundamental.

 

Criado em janeiro de 2007, por Renato Saboya, o site propõe informar sobre os temas ligados ao Urbanismo e ao Planejamento Urbano.

Blog do artista plástico peruano, Adrian Illave, radicado no Brasil, influente na decoração de bares e galerias peruanas no país.

A Terra de Direitos é uma organização de Direitos Humanos que atua na defesa, promoção e efetivação de direitos, especialmente os econômicos, sociais, culturais e ambientais (Dhesca).

Constituído por um grupo de pessoas comuns, que se juntam há quase uma década, para discutir e lutar por outro projeto de transporte para a cidade. O Movimento Passe Livre (MPL) é um movimento social autônomo, apartidário, horizontal e independente, que luta por um transporte público de verdade, gratuito para o conjunto da população e fora da iniciativa privada.

O Instituto Pólis é uma ONG de atuação nacional e internacional. Fundado em 1987, o Pólis atua na construção de cidades justas, sustentáveis e democráticas, através de pesquisas, assessoria e formação que resultem em mais políticas públicas e no avanço do desenvolvimento local.

APOIO
LABJOR/UNICAMP
REALIZAÇÃO
FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO